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PORQUÊ O CHAROLÊS ? |
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Foram os seguintes tópicos que nos levaram a escolher a Raça
Charolesa para um trabalho de selecção e criação:
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Qualidade Maternais
: A vaca charolesa é a raça de aptidão carne com uma
produção de leite mais elevada, mesmo em condições adversas. É
de realçar o seu excepcional instinto maternal, são extremamente
“crençudas” para com os seus vitelos, mesmo tendo estes uma
idade mais avançada. A essas excelentes qualidades maternais,
junta-se ainda a capacidade de transmitir à sua descendência,
além de um bom desenvolvimento muscular e esquelético, um bom
peso ao nascimento e uma boa aptidão para o parto. Este
parâmetro, tem vindo a ser alvo de grande pressão de selecção da
parte dos criadores nos últimos 20 anos, sendo muito esporádico
um parto que necessite de ajuda, conforme estudo recente
comprovando que 92 % dos partos são naturais.
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Eficiência Alimentar
: Apesar de Portugal, e mais especificamente o nosso Alentejo
caracterizar-se por condições climatéricas extremamente difíceis
para pastagens de qualidade, a raça Charolesa consegue
satisfazer as suas necessidades (por ex.º: 8,0 Unidades
Forrageiras diárias, é o que uma vaca Charolesa de 650 kg de
peso vivo em plena produção - 3º e 4º mês de lactação -
necessita), isto devido à sua grande capacidade de ingestão bem
como ao total aproveitamento das pastagens, pois é bem conhecido
o seu exemplar apetite. A raça Charolesa satisfaz-se com
determinadas pastagens que outras raças de carne rejeitariam. Os
bovinos Charoleses são a raça que melhor transforma em energia
(produção) cada quilo de matéria seca ingerida. Para o mesmo
nível de energia, e obtendo a mesma produção, a raça Charolesa
terá de comer razoavelmente menos. Ensaios feitos, demonstram
que a raça Charolesa terá de consumir 6,92 UF para ganhar 1 kg
de peso vivo, ao passo que outras raças francesas especializadas
na produção de carne consomem entre 7,50 UF e 7,66 UF por cada
Kg ganho.
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Precocidade
: É sem dúvida a raça que apresenta a maior velocidade de
crescimento, o menor índice de conversão dos alimentos
grosseiros em carne e consequentemente um maior potencial de
crescimento, com ganhos médios diários na ordem dos 2 Kg / dia.
A redução do tempo de engorda, bem como a sua excelente
conformação morfológica em peças nobres, o seu grande rendimento
de carcaça ( 65 a 70 %) e a sua rusticidade garantem ao produtor
uma produtividade excelente e um rendimento elevado, seja em
linha pura ou em cruzamento industrial.
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Cruzamento
: Um reprodutor de raça Charolesa é considerado uma mais valia
para uma vacada cujo intuito é o cruzamento industrial, pois o
Charolês é uma raça “raceadora”, transmitindo todo o seu
potencial zootécnico. Todas as características de engorda
mencionadas no tópico anterior, são transmissíveis e em alguns
casos até melhoradas aquando da obtenção de cruzados industriais
com as nossas raças autóctones, tais como a redução do tempo de
engorda, o aumento da conformação da carcaça em peças nobres,
bem como o rendimento da carcaça.
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Fertilidade
: Independente da raça sabe-se, de antemão, que os produtos de
uma reprodutora são limitados. Com isto, o nosso principal
objectivo como produtores pecuários, é ter reprodutoras com uma
grande longevidade, que geram um filho por ano, viável e de boa
qualidade. Esta longevidade deve-se à grande robustez da raça
Charolesa. É frequente observarmos num núcleo puro, reprodutoras
com 10 e mais partos. A fertilidade da raça Charolesa (91,9 %),
é considerada entre as melhores em comparação com outras raças
especializadas em carne. A fertilidade de um animal está, entre
outros aspectos, relacionada com uma alimentação equilibrada.
Como foi mencionado anteriormente, a raça charolesa é aquela que
tira maior partido, qualquer que seja o maneio alimentar.
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Rusticidade
: Ao reunirmos os tópicos atrás mencionados, pode-se sem sombras
de dúvidas afirmar que a raça Charolesa é de uma rusticidade
acima da média, pois se juntarmos às condições edafo-climáticas
adversas um maneio tradicionalmente alentejano em que é normal
as vacadas encontrarem-se a pastorear em terrenos marginais,
aproveitando os restolhos dos cereais, e apanhando cada vez
menos uma boa primavera de erva tanto em qualidade como em
quantidade, ainda assim se consegue resultados produtivos fora
de série.
Conclui-se, então, que a utilização da raça Charolesa nas nossas
explorações é um êxito, tanto para a obtenção de animais puros
como para a obtenção de produtos industriais.
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fonte: Boletim
Informativo da Raça Charolesa |
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